E na vida perdemos tempo com coisas e pessoas que acabam por ser as vezes, pequenas ou grandes coisas...
-Nem era grande coisa, mas era alguma coisa.
E essa de dizer: você foi quem perdeu, não eu!
Sei, é que
Somos uns perdidos na constante procura...
Se perdeu, é por que não achou...
Se perdeu, de você e dos outros olhares.
Das câmaras dos olhos ávidos por uma miragem confusa.
Na caixinha do Achados e Perdidos, alguém me encontra...
Não se perdeu, só não se sabe onde está!
O mundo é um ovo sem ser oval,
As pessoas uns pontinhos locomotivos.
Loucos e emotivos...
Gracinha dos dias de encontrar, passar por eles e nem ver,
Passar por elas e se sentir,
Sentir o arrepio calado e sincero das almas afins...
-Achei!
-Como assim achou?
Vâmo bora com tanto encontro e desencontro pela vida.
Siga-me!
Pirações de uma pretinha.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Solicitação
"Só por que uma pessoa não te ama com toda a força e vontade, não significa que ela não te ama com tudo que pode."
...............................................................................................
Só quero que me ame,
Com os olhos vidrados,
Com a boca seca,
Com os dias azuis e as janelas abertas,
Quero que me ame como a mais nova das amantes do rei Henrique,
Me ame com o frescor das auroras intermináveis,
Me ame como os amores de verão,
Ou as promessas em tardes de inverno,
Me ame.
Ame-me.
Me ame com o suor das noites a dois,
Com o calor da cama quente e salgada,
Me ame como uma criança sedenta de seio materno,
Me ame... Só o que peço.
E me ame como um escravo a sua carta,
Me ame como um bezerro, ama as manhãs.
Isso é tudo. Isso e pronto.
Amar e amar com tudo que vê e sente,
Com a respiração, os pelos, os desvelos, a carência, os medos, as lembranças, as cenas, todos os casamentos, as decepções futuras e as que se foram, é só amar.
Me ame como em um poema que explica o que é amor, àquele que mais sabe do que ele é feito.
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Só quero que me ame,
Com os olhos vidrados,
Com a boca seca,
Com os dias azuis e as janelas abertas,
Quero que me ame como a mais nova das amantes do rei Henrique,
Me ame com o frescor das auroras intermináveis,
Me ame como os amores de verão,
Ou as promessas em tardes de inverno,
Me ame.
Ame-me.
Me ame com o suor das noites a dois,
Com o calor da cama quente e salgada,
Me ame como uma criança sedenta de seio materno,
Me ame... Só o que peço.
E me ame como um escravo a sua carta,
Me ame como um bezerro, ama as manhãs.
Isso é tudo. Isso e pronto.
Amar e amar com tudo que vê e sente,
Com a respiração, os pelos, os desvelos, a carência, os medos, as lembranças, as cenas, todos os casamentos, as decepções futuras e as que se foram, é só amar.
Me ame como em um poema que explica o que é amor, àquele que mais sabe do que ele é feito.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Um Fosso (A.Pitombo)
Quando na verdade, deveria dar a você toda a música do mundo.
Penso, Talvez eu nem te abrace mais,
E você que é tão grande...
Deixe estar, que essa saudade vai me cavar fossos enormes...
Sua sinceridade Clariciana,
Seu cheiro sincero
Que nem jaca,
Sua pele macia e seu abraço grande,
Seu sorriso largo e meu,
Sua insistência, sua paciência,
Sua demora,
Seus ares de peixes de não guardar rancor,
Sua habilidade de me fazer criar histórias,
Sua amizade de longe,
Seu modo de me dizer as coisas,
Sua maneira simples de me fazer chorar,
Sua invenção de ir embora,
De me deixar só,
A enxergar você nas meninas da rua,
Sua ausência,
Sua capacidade,
Suas trufas,
Nossas viagens,
Nossas fotos,
Nossos votos,
Uma verdade que é sua,
E a saudade que é só minha.
Penso, Talvez eu nem te abrace mais,
E você que é tão grande...
Deixe estar, que essa saudade vai me cavar fossos enormes...
Sua sinceridade Clariciana,
Seu cheiro sincero
Que nem jaca,
Sua pele macia e seu abraço grande,
Seu sorriso largo e meu,
Sua insistência, sua paciência,
Sua demora,
Seus ares de peixes de não guardar rancor,
Sua habilidade de me fazer criar histórias,
Sua amizade de longe,
Seu modo de me dizer as coisas,
Sua maneira simples de me fazer chorar,
Sua invenção de ir embora,
De me deixar só,
A enxergar você nas meninas da rua,
Sua ausência,
Sua capacidade,
Suas trufas,
Nossas viagens,
Nossas fotos,
Nossos votos,
Uma verdade que é sua,
E a saudade que é só minha.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Divãneando
Meu saco vazio,
Parado em pé,
Ali bem em frente ao divã.
Minha boca,
Esvaziando tudo,
No saco do terapeuta.
Eu transbordando de coisas que não enchem mala,
Mas sacos...
Parado em pé,
Ali bem em frente ao divã.
Minha boca,
Esvaziando tudo,
No saco do terapeuta.
Eu transbordando de coisas que não enchem mala,
Mas sacos...
Imitações...
Homens falantes,
Levantem as mãos.
E digam o que sabem.
Diga,
O que leu,
Ouviu,
Reproduziu.
Citações ambulantes,
Sem referência,
Grifo,
Ou nota de roda pé.
Você é citação,
Discurso neutro,
Ciência de homens,
Inscrições de si,
Na falação do outro.
Levantem as mãos.
E digam o que sabem.
Diga,
O que leu,
Ouviu,
Reproduziu.
Citações ambulantes,
Sem referência,
Grifo,
Ou nota de roda pé.
Você é citação,
Discurso neutro,
Ciência de homens,
Inscrições de si,
Na falação do outro.
Ele poderia ter esperado,
Poderia ter me ouvido,
Meus gritos de súplica, ódio, ansiedade,
Ele poderia ter visto meu olhar de cólera,
Minhas batidas esmurradas eu seu peito,
Ele poderia ter visto minha insistência em reanimá-lo,
Ele poderia ter entendido,
O quanto eu já não podia viver sem ele,
O quanto tocá-lo pela manhã já fazia parte de mim,
Ele poderia ter entendido,
O quanto era importante pra mim ficar com ele nas madrugadas,
Poderia valorizar o lugar que eu lhe dei em minha casa, meu quarto, meu colo,
Ele poderia ter visto que pra ficar com ele paguei caro,
Muito caro...
Ele simplesmente se recusa a viver,
A sobreviver ao meu lado,
Poderia ao menos considerar,
Aceitar os comandos.
Só eu sei o quanto me doeu,
Ouvir do meu homem de confiança:
"-Seu computador queimou"
Poderia ter me ouvido,
Meus gritos de súplica, ódio, ansiedade,
Ele poderia ter visto meu olhar de cólera,
Minhas batidas esmurradas eu seu peito,
Ele poderia ter visto minha insistência em reanimá-lo,
Ele poderia ter entendido,
O quanto eu já não podia viver sem ele,
O quanto tocá-lo pela manhã já fazia parte de mim,
Ele poderia ter entendido,
O quanto era importante pra mim ficar com ele nas madrugadas,
Poderia valorizar o lugar que eu lhe dei em minha casa, meu quarto, meu colo,
Ele poderia ter visto que pra ficar com ele paguei caro,
Muito caro...
Ele simplesmente se recusa a viver,
A sobreviver ao meu lado,
Poderia ao menos considerar,
Aceitar os comandos.
Só eu sei o quanto me doeu,
Ouvir do meu homem de confiança:
"-Seu computador queimou"
quinta-feira, 27 de maio de 2010
25/05/10.
No dia em que eu morri,
Um moço tocava chorinho na flauta,
O sol ardia em tons grossmannianos de gema,
O mar gritava em ondas dantescas,
Pessoas iam,
Vinham.
Carros trabalhavam,
Folhas caíam.
No dia em que morri,
As gramáticas ainda ditavam,
Você assistia aula,
Um bêbado cantava,
Um inseto em sua pequena existência,
Voava.
E eu,
Morrendo.
Um moço tocava chorinho na flauta,
O sol ardia em tons grossmannianos de gema,
O mar gritava em ondas dantescas,
Pessoas iam,
Vinham.
Carros trabalhavam,
Folhas caíam.
No dia em que morri,
As gramáticas ainda ditavam,
Você assistia aula,
Um bêbado cantava,
Um inseto em sua pequena existência,
Voava.
E eu,
Morrendo.
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