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Pirações de uma pretinha.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Para 2012.





Eu ví o fim do mundo.
Ví fumaça e quenturas que saíam da boca dos carros.
Ví doenças que engoliam homens e esferas.
Vi uma galáxia em extinção.
Ví plantas enfermas e peixes sumidos.
Eu ví a Internet engolindo o Um dragão.
Ví o dinheiro correndo atrás de olhos.
Ví o final do horizonte.
Eu ví ranger de dentes,
E montanhas inebriantes de sacos plásticos.
Ví um pai engolindo o filho,
Filho derrubando cão.
Ouví uma barriga rugindo.
E ví um mundo que renascia em chamas de petróleo, euros e torres.
Ví tudo isso em 39°C de praias vazias.
Ao fundo um show beneficente que doava copos.

(...)

Mas o espírito é leve,
E minha memória,
Reciclável.

2 comentários:

Pitombo disse...

Aproveitemos enquanto haja vida pulsando em noassas veias...
Isso implica em ler todos os livros de Judith Grossmann e revisar os de Clarice,a propósito acabo de voltar de um mon´logo baseado nos livros,a paixão segundo gh,água viva e a hora da estrela,querida não foi bom.Não ví nos olhos da atriz segurança alguma embora adimire a coragem da mesma,rsrsrsrs.Viva Clarice que é única e sabia disso.

Ibsen Sena disse...

herança maia?