Pior do que ser infiel
É ser desleal.
Mais ou menos como
Não ser digno.
É a representação plena
Da falta de consideração.
Seja por amigos, amor, ou nada.
É mesmo como
"Atirar pérolas aos porcos"
E mesmo um porco
Saberia o que fazer com elas...
É descarregar um filme
De momentos confiados,
É ser perverso, entende?
É a diluição das coisas boas,
Que você queimou.
Confiança, é um prato que se come frio.
Quero minhas pérolas de volta.
Siga-me!
Pirações de uma pretinha.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Brincadeira Baumaniana ou Da liquidez amorosa
Desde que a ti VISUALIZEI,
Meu coração TRAVOU,
DELETEI todos os Outros,
E intensifiquei os MEGA PIXELS.
Não via mais como não IMPRIMIR estes momentos.
Não sei, mas você não ficava ON LINE.
E eu sempre OFF, a down.
Decidí!
FORMATEI o tempo,
RODEI os programas, JUSTIFIQUEI os medos,
EDITEI as lágrimas.
Chega!
RESETEI...
Vou REINICIAR.
Meu coração TRAVOU,
DELETEI todos os Outros,
E intensifiquei os MEGA PIXELS.
Não via mais como não IMPRIMIR estes momentos.
Não sei, mas você não ficava ON LINE.
E eu sempre OFF, a down.
Decidí!
FORMATEI o tempo,
RODEI os programas, JUSTIFIQUEI os medos,
EDITEI as lágrimas.
Chega!
RESETEI...
Vou REINICIAR.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Presente (À Felipe Lobo)
O que posso te dar,
Que não me cobre, não gaste cobre, não olhe e cobre?
O que posso te dar,
Se não horas em sebos, livros de cheiros, e Coca?
O que posso te dar,
Se não poemas?
Pôr-do-sol,
Conselhos e chá...
O que posso te dar que não se configura?
Não se formata?
Sem figura, fotografia e adeus.
O que posso eu te dar,
Que me julgue satisfeita?
A-M-I-Z-A-D-E.
Num copo cheio de dias.
Que não me cobre, não gaste cobre, não olhe e cobre?
O que posso te dar,
Se não horas em sebos, livros de cheiros, e Coca?
O que posso te dar,
Se não poemas?
Pôr-do-sol,
Conselhos e chá...
O que posso te dar que não se configura?
Não se formata?
Sem figura, fotografia e adeus.
O que posso eu te dar,
Que me julgue satisfeita?
A-M-I-Z-A-D-E.
Num copo cheio de dias.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Caracteres.
Meu cabelo é ruim,
De aguentar a tua soberba.
Minha boca é grossa,
E eu também posso ser.
Meu nariz é largo,
Do tamanho da minha vontade.
Meu pé é chato,
Igualmente ao teu preconceito.
Guarde seu racismo, segregacionismo, apartheid, ilusão, como queira denominar...
No bolso, na cueca, no seio, na máscara, no cofre,
No verniz de todo lugar.
De aguentar a tua soberba.
Minha boca é grossa,
E eu também posso ser.
Meu nariz é largo,
Do tamanho da minha vontade.
Meu pé é chato,
Igualmente ao teu preconceito.
Guarde seu racismo, segregacionismo, apartheid, ilusão, como queira denominar...
No bolso, na cueca, no seio, na máscara, no cofre,
No verniz de todo lugar.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Mal dizendo
Quando a noite se cala,
O dia vem chegando
E o mundo vai dormir,
Estou aqui.
Meus olhos refletem algo,
Uma frase mal feita,
Um dia ruim,
Um cansaço sem fim.
De sol, que vive e revive todas as manhãs...
Um suspiro, um sorriso e basta.
-"Eu gosto de você"
Seu jeito de olhar, suas covinhas, os dedos e o cheiro,
Vou vivendo disso.
Tenho medo da casa com som de vazio,
Do canto do olho,
Dos amigos ausentes,
Dos toques no teclado,
Dos e-mails substitutos.
Estou aqui.
E não há o que dizer.
O dia vem chegando
E o mundo vai dormir,
Estou aqui.
Meus olhos refletem algo,
Uma frase mal feita,
Um dia ruim,
Um cansaço sem fim.
De sol, que vive e revive todas as manhãs...
Um suspiro, um sorriso e basta.
-"Eu gosto de você"
Seu jeito de olhar, suas covinhas, os dedos e o cheiro,
Vou vivendo disso.
Tenho medo da casa com som de vazio,
Do canto do olho,
Dos amigos ausentes,
Dos toques no teclado,
Dos e-mails substitutos.
Estou aqui.
E não há o que dizer.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Princesa
Era uma vez,
Uma mulher preta,
Com gosto de jambo.
Eu ví,
Ví seus seios num mocó.
Ví uma mulher preta,
Com tranças e envergadura,
Era dura.
Ví uma mulher preta sorrindo, de sí, dos olhos, dos medos, pro sol.
Ví seus olhos de chumbo e com chuva.
Certa vez eu ví uma mulher preta com medo, com cachos, com sons.
Ví uma mulher preta cantando...
Dançando feito cobra de braços.
Ví mulher preta vingando, crescendo, sorvendo.
Eu ví uma mulher preta, um dia.
Num espelho meu.
Uma mulher preta,
Com gosto de jambo.
Eu ví,
Ví seus seios num mocó.
Ví uma mulher preta,
Com tranças e envergadura,
Era dura.
Ví uma mulher preta sorrindo, de sí, dos olhos, dos medos, pro sol.
Ví seus olhos de chumbo e com chuva.
Certa vez eu ví uma mulher preta com medo, com cachos, com sons.
Ví uma mulher preta cantando...
Dançando feito cobra de braços.
Ví mulher preta vingando, crescendo, sorvendo.
Eu ví uma mulher preta, um dia.
Num espelho meu.
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